
CRIME DE RESPONSABILIDADE
AFANASIO ACUSA COVAS E PEDE A SUA
CASSAÇÃO
O deputado
estadual Afanasio Jazadji (PFL) protocolou na
Assembléia Legislativa de São Paulo denúncia
contra o governador Mário Covas por crime de
responsabilidade e pede que imediatamente seja
instaurado processo para a sua cassação.
Com base no artigo
20, inciso XXV, da Constituição do Estado, o
parlamentar acusa o governador de
“sistematicamente descumprir decisões judiciais,
deixando de pagar precatórios (dívidas ganhas na
Justiça) em que o Estado foi condenado”.
No entender de
Jazadji, “Covas comete grave infração
político-administrativa, atentando contra a
probidade na administração, a lei orçamentária e
o cumprimento das leis e das decisões judiciais
(artigo 48 da Constituição do Estado)”.
Afanasio lembra
que dificuldades financeiras do Estado não
legitimam o não pagamento dos valores
determinados pela Justiça. O deputado também
estranha que o governador, que não cumpre
milhares de precatórios de valores ínfimos,
anuncie que proporá à Assembléia Legislativa
anistia de débitos de até 30 UFESPs (R$ 251,01)
com o Estado
Segundo Afanasio Jazadji, o
governador Mário Covas não está isento de sofrer
perante o Superior Tribunal de Justiça processo
por crimes de prevaricação e desobediência.
AFANASIO JAZADJI DERROTA
FILHO DE COVAS NA JUSTIÇA
Por votação
unânime, a Sétima Câmara de Direito Privado do
Tribunal de Justiça do Estado negou provimento
ao recurso de Mário Covas Neto, filho do
governador Mário Covas, em processo por danos
morais que movia contra o deputado estadual
Afanasio Jazadji (PFL).
Recebendo denúncia
de existência de corrupção na CDHU – Companhia
de Desenvolvimento Habitacional e Urbano, na
qual era mencionado o filho do governador,
Zuzinha, como um dos beneficiários, Afanasio
solicitou providências de forma insistente.
No acórdão, os
desembargadores confirmaram a sentença
recorrida, reconhecendo que Afanasio adotou as
medidas que entendeu pertinentes, enviando
diversas comunicações ao governador Mário Covas,
a quem competia apurar as denúncias. Além disso,
foi instaurado inquérito na Promotoria de
Justiça da Cidadania e requerida formação de
Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembléia
Legislativa.
“Pelo teor dessas
correspondências, percebe-se que o réu
(Afanasio) agiu nos estritos limites de sua
atividade parlamentar, que não se limita ao
recinto do Parlamento e nem ao voto dado em
projetos de lei, cabendo-lhe também emitir
opiniões, fazer denúncias e pedir providências
por parte do Poder Executivo, honrando o mandato
que lhe foi outorgado pelo povo, onde quer que
se encontre”, salientaram os desembargadores.
E, sepultando as pretensões de
Zuzinha, que na última semana voltou a ser
acusado de corrupção na CDHU, em denúncia do
empresário Arnaldo Rodrigues dos Santos,
ex-sócio do grupo Transbraçal, assinalaram os
desembargadores: “Não se vislumbra, portanto,
ilicitude nos atos praticados pelo réu, sendo
indevido, em conseqüência, qualquer
ressarcimento”.(Maio / 99)
DEPUTADO AFANASIO
VENCE ZUZINHA
EM TODAS AS
INSTÂNCIAS DA JUSTIÇA
O deputado estadual Afanasio
Jazadji, do PFL, venceu na Justiça, em última
instância, a ação pela qual Mário Covas Neto, o
Zuzinha, tentou rebater seu direito de, como
parlamentar, exigir do Governo do Estado uma
completa investigação sobre denúncias de
irregularidades na Companhia de Desenvolvimento
Habitacional Urbano (CDHU). O Supremo Tribunal
Federal, em acórdão divulgado em Brasília,
confirmou a decisão do Tribunal de Justiça de
São Paulo, que havia negado seguimento ao
recurso de Zuzinha contra sentença anterior da
Justiça paulista favorável a Afanasio. Na época
do governo Mário Covas, Zuzinha, filho do
ex-governador, mesmo não tendo cargo público,
participou de negócios da CDHU com o então
presidente do órgão, Goro Hama, que, diante de
denúncias, afastou-se daquelas funções. Como
deputado, Afanasio havia cobrado do Executivo
investigação do caso, Zuzinha entrou com ação na
Justiça contra o parlamentar, por calúnia e
difamação. Porém, depois de ter perdido em todas
as instâncias inferiores, sendo condenado a
pagar as despesas do processo, o filho do
ex-governador foi derrotado no STF, onde o
ministro Moreira Alves concluiu que Afanasio
agiu com o direito de deputado de exigir
apuração das denúncias. Para Afanasio, “foi
feita Justiça”. Ele diz que a verba de
sucumbência a lhe ser paga por Zuzinha será
usada na compra de cadeiras de rodas para
pessoas carentes.
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